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28 de Janeiro de 2017
"Sem recursos naturais, problemas econômicos vêm a reboque"



O especialista em Políticas Públicas da World Wide Fund for Nature (WWF), Michel Rodrigues, falou ontem sobre como a falta de políticas voltadas para a sustentabilidade pode afetar a economia. “Quando a segurança ambiental é colocada em cheque, isso desencadeia uma situação de insegurança”. Michel explica que, no caso do Ceará, por exemplo, que sofre com a seca, isso pode gerar insegurança alimentar. “Na agricultura, muitos produtores pegam recursos subsidiados, e se não têm água, eles não produzem e não entregam, afetando a economia. Nada se faz sem recursos naturais, e os problemas econômicos vem a reboque”, comenta.

Junto à Yolanda Kakabadse, presidente mundial da WWF, que falou ao público do evento por videoconferência, o especialista apresentou experiências que foram sucesso mundo afora para reverter questões problemáticas como a seca e a cultura do desperdício de alimentos. Para o Estado, uma das possibilidades apresentadas durante a palestra foi a dessalinização da água do mar. “Temos ainda soluções como o reúso da água, principalmente no setor industrial, e também a captação da água da chuva por elementos muito comuns no interior do Nordeste, como as cisternas. Então onde há espaço, devemos fazer esse tipo de adaptações”.

Michel destacou ainda a importância da conexão entre áreas como saúde e educação para melhorar as condições relacionadas ao meio ambiente. O processo de reversão desse quadro passa pela questão cultural, que deve ser trabalhada em toda a sociedade. “É preciso trabalhar a educação ambiental na base, nas crianças, e fazer com que elas sejam multiplicadores disso. Além de outros incentivos que o Governo pode dar a pessoas que economizam para incentivar que comecem a pensar sobre o seu consumo”.

O especialista afirmou que o ideal não é fazer a gestão na crise e começar a pensar em estratégias enquanto ainda se tem muita água “para não deixar chegar nesse momento onde vamos ter que buscar esse recurso cada vez mais longe e por um preço muito mais alto. A preparação não passa apenas por questões de engenharia, mas pelo incentivo cultural ao controle do consumo”. 

Fonte: O POVO



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